Aos Ambientalistas, Voluntários
e Simpatizantes,
NÃO AO
ATERRO SANITÁRIO NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA
O Estado do Rio de Janeiro
possuía, no início do século, cerca de 90% do seu
território coberto por Mata Atlântica. Hoje ela se resume
em fragmentos isolados de diversos tamanhos que, somados, perfazem 8,8%
de sua cobertura original. Em uma década, no Brasil, pelo menos
1 milhão de hectares de floresta atlântica foram cortados.
Estima-se que há uma perda real de um campo de futebol de área
florestada a cada quatro minutos.
A Mata Atlântica
é o segundo ecossistema mais ameaçado do mundo, é
reconhecida pela UNESCO como parte da Reserva da Biosfera e, recentemente,
foi considerada a grande prioridade para a conservação de
biodiversidade em todo o continente americano. A Serra da Tiririca, localizada
entre os municípios de Niterói e Maricá, constitui
um dos mais significativos fragmentos da floresta atlântica. Sua
crista é o limite geográfico entre os dois municípios.
O processo de criação
do Parque Estadual da Serra da Tiririca foi intrinsecamente desenvolvido
com a participação da sociedade civil, sendo, até
então, a única unidade de conservação no Brasil
criada por proposta não-governamental.
Atualmente a área
do Parque Estadual da Serra da Tiririca compreende 24 (vinte e quatro)
quilômetros quadrados, tendo sua extensão em 12,5 quilômetros
e meio. A sua cobertura florestal protege as nascentes dos rios que garantem
o abastecimento de poços artesianos e mantém o equilíbrio
hídrico da laguna de Itaipu, estimulam as condições
climáticas dos bairros contigüos e a fertilidade do solo,
conserva a biodiversidade e a matéria prima de alimentos e remédios,
garante a qualidade de vida, preserva o patrimônio histórico
natural e abriga algumas comunidades tradicionais que constitui a genuína
cultura do Brasil.
Mesmo criado no âmago
das aspirações da sociedade civil dos municípios
de Niterói, Maricá e São Gonçalo, o Parque
Estadual da Serra da Tiririca está ameçado pela projeto-de-lei
nº 526/2003, de autoria do deputado estadual Paulo Ramos (em atenção
ao prefeito de Niterói, Godofredo Pinto), que prevê a mutilação
do atual perímetro do parque para estabelecimento de um "aterro
sanitário" na área ocupada pela Empresa de Mineração
Inoã (pedreira embargada por decisão da Justiça Federal
por não haver licença ambiental), em Várzea das Moças,
Niterói. Estranhamente o referido projeto-de-lei faz referência
a Serra da Tiririca como uma Área de Proteção Ambiental
- APA, e não Parque Estadual (em área declarada como parque
estadual - unidade de conservação de proteção
integral - não é permitida a manutenção de
aterros sanitários). A situação se agrava se considerarmos
que o local é um importante corredor biológico da Mata Atlântica
e nascedouro de rio contribuinte da bacia hidrográfica da Baía
de Guanabara (argumento, inclusive, utilizado pelo Programa de Despoluição
da Baía de Guanabara - PDBG para repassar recursos desse fundo
para criação de infra-estrutura administrativa no Parque
Estadual da Serra da Tiririca). Lembrando, ainda, que se recorrermos ao
conteúdo da lei federal nº 9.985/00 (Sistema Nacional de Unidades
de Conservação - SNUC), da lei federal nº4.771/65 (Código
Florestal), do decreto federal nº 4.340/02 (regulamenta o SNUC) e
de algumas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente
– CONAMA, não restará qualquer dúvida que a
proposta é inviável, mesmo que "apoiada" em lei
estadual.
Destacando, ainda, que em
caso de aprovação do projeto-de-lei nº 526/2003, que
dependerá da sanção da governadora Rosinha Garotinho,
não restará alternativa à sociedade civil senão
a iniciativa de ajuizar Ação Popular ou Ação
Cível Pública para tornar sem efeito a sua redação
legal.
Royalties do petróleo
para unidades de conservação em Niterói
O ambientalista
Gerhard Sardo conseguiu o apoio de oito vereadores de Niterói para
modificar o artigo 320, do Capítulo VI, Seção III,
da Lei Orgânica de Niterói. Se aprovado pela Câmara
Municipal, o projeto de emenda à Lei Orgânica nº003/03
garantirá o repasse de 20% dos royalties do petróleo para
regularização fundiária e infra-estrutura de todas
as unidades de conservação municipais. A previsão
inicial é que até R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais)
sejam investidos em áreas naturais protegidas como a Reserva Ecológica
Municipal Darcy Ribeiro, o Monumento Natural da Praia do Sossego, a APA
das Lagunas e Florestas de Niterói, o Parque Municipal da Cidade,
entre outras.
Resumindo os esforços
pelas lagunas de Piratininga e Itaipu

Serra da Tiririca
ainda sem seus limites definitivos e sob ameaça de um lixão
Ação
Popular em defesa do Antigo Abrigo de Bondes
QUALIDADE DE VIDA
EM NITERÓI ESTÁ AMEAÇADA PELAS “DECISÕES”
DA PREFEITURA
Por Gerhard Sardo*

Nos últimos
30 anos, o primeiro grande impacto na estruturação urbana
do município de Niterói ocorreu em 1974 com a conclusão
da Ponte Rio-Niterói. Os investimentos públicos a partir
daquela década já tinham como objetivo estimular a expansão
urbana associada à indústria imobiliária de risco
ambiental.
Durante a década
de 70 a imagem da cidade foi bastante explorada pela indústria
imobiliária como alternativa à região metropolitana
para investimentos no mercado de habitações de padrão
médio e alto, como extensão da cidade do Rio de Janeiro.
Os empreendimentos imobiliários levaram a cidade para a segunda
em crescimento vertical no país entre 1973/1974. Durante esse período
histórico houve um acelerado aumento populacional em Icaraí,
caracterizado pela intensa verticalização das moradias.
A intensa concentração provocou prematuramente a saturação
do sistema. Após a investida de atividades imobiliárias
nas áreas litorâneas e praias da Baía de Guanabara
para segmentos de média e alta renda, os investimentos se direcionaram,
sobretudo, para o Fonseca, Cubango e Santa Rosa. Considerada como área
de expansão natural do mercado imobiliário, a Região
Oceânica não demorou a sofrer um rápido crescimento
de edificações.
Infelizmente, desde a década
de 70 o município de Niterói vem sendo objeto de negociação
da indústria imobiliária de risco ambiental sem que a Prefeitura
de Niterói ofereça qualquer proposta com cronograma de execução
de planos e investimento de recursos públicos em obras para a adequação
e ampliação da infra-estrutura básica existente de
forma a associar a qualidade de vida e a proteção ao meio
ambiente ao crescimento populacional.
Após 33 anos, no
município de Niterói, que possui uma média de 500
mil habitantes, 120 imóveis são lançados mensalmente
no mercado imobiliário para venda e compra. Segundo a Ademi-Niterói,
“o número de lançamentos de 2001 para 2002 cresceu
34% enquanto o faturamento subiu, no mesmo período, 44%”.
No ano de 2003, o crescimento chegou até agora a 50%. Segundo a
mesma fonte “há ainda 30 prédios com projetos aprovados,
que podem ser lançados a qualquer momento, o que injetaria no mercado
mais 1.800 unidades”. O “boom imobiliário” é
apontado por especialistas devido à mudança na legislação
urbanística.
Paralelo ao avanço
da indústria imobiliária da risco ambiental, estimulado
pela aprovação dos planos urbanísticos regionais
(leis municipais ordinárias de uso e ocupação do
solo), outras inúmeras atividades condenam a curto prazo a qualidade
de vida no município de Niterói, como: os congestionamentos
no sistema viário já saturado, que segundo estudo da própria
Prefeitura dá “prejuízo anual de R$ 120 milhões
aos motoristas”; a inexistência de malha cicloviária
que contribua com a diminuição dos engarrafamentos e da
poluição do ar; a ausência de política pública
de arborização urbana que contribua para amenização
climática e a diminuição dos índices de poluição
sonora e do ar; as mudanças repentinas e sem consulta popular dos
planos urbanísticos regionais para favorecer segmentos empresariais,
como o ocorrido no Gragoatá e na quadra no Antigo Abrigo de Bondes;
a contínua degradação das lagunas de Piratininga
e Itaipu; a omissão de socorro a Reserva Ecológica Municipal
Darcy Ribeiro, ao Parque da Cidade, ao Monumento Natural da Praia do Sossego
e ao Parque Estadual da Serra da Tiririca; a expansão descontrolada
de favelas sobre áreas públicas e privadas definidas para
proteção ambiental; a manutenção inadequada
do lixão do Morro do Céu e a ameaça de um “aterro
sanitário” na Serra da Tiririca; o aumento das populações
de rua em vias públicas e praças; a prostituição
infantil; entre outras inúmeras situações que contrariam
os interesses da população de Niterói.
Mesmo sendo reconhecida
desde 1996 pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento
– PNUD como a quarta cidade brasileira em qualidade de vida e recentemente
ter alcançado a terceira colocação no Índice
de Desenvolvimento Humano – IDH, o município de Niterói
continua sendo campeão em favorecer a indústria imobiliária
de risco ambiental.
Ambientalistas fazem o enterro simbólico da "qualidade
de vida" de Niterói na sede da Prefeitura
Até
quando o município de Niterói continuará refém
da indústria imobiliária de risco ambiental ?
LEIS MUNICIPAIS
QUE NÃO SÃO CUMPRIDAS EM NITERÓI.
Por Gerhard Sardo*
Loteamentos subaquáticos
Decreto 2765/76 - Declara todos os lotes subaquáticos na lagoa
de Piratininga como “non aedificandi”, a fim de evitar construções
e ocupações irregulares. Infelizmente, a própria
Prefeitura iniciou o aterro da lagoa com a ciclovia.
Serra da Tiririca
Art.323, inciso I, da Lei Orgânica e Decreto 5902/90 - Reconhece
a Serra da Tiririca como Área de Preservação Permanente,
impondo restrições de uso da floresta atlântica. A
realidade não condiz com as normas, uma vez que existem diversas
atividades degradadoras do meio ambiente na Serra da Tiririca, entre elas
vários loteamentos aprovados pela Prefeitura.
Tratamento de Esgoto
Art. 328 da Lei Orgânica - Proíbe o lançamento de
esgoto in natura nas lagoas e rios, impondo tratamento secundário
e terciário. As condições das lagoas de Itaipu e
Piratininga e dos rios de Niterói comprovam a omissão do
Poder Público.
Licenciamento de
Atividades Poluidoras
Lei 916/91 - Prevê sanções contra poluidores ambientais.
Atividades como a das fábricas de sardinhas em Jurujuba, emissão
de gases dos ônibus e caminhões comprovam sua ineficácia.
Praias de Adão
e Eva
Decreto 6106/91 - Tomba as praias de Adão e Eva, em Jurujuba. A
destruição da área do entorno do tombamento pelo
projeto praia da Maçã e a construção de um
bar na praia da Eva, evidenciam a ausência de seriedade.
Praia do Sossego
Decreto 6106/91 - Tomba a praia do Sossego, entre as praias de Piratininga
e Camboinhas, devido a sua beleza eco-paisagística. O tombamento
ficou na intenção, considerando que existem várias
edificações ilegais dentro da praia. Para piorar a situação,
em 1997 o então prefeito Jorge Roberto Silveira destombou parcialmente
a área protegida sem a aprovação da Câmara
Municipal de Niterói. Recentemente ganhou o status de Monumento
Natural através da Lei Municipal nº 1.968/02, mas continua
sendo depredada e vítima da indústria imobiliária
de risco ambiental.
APA das Lagunas
e Florestas de Niterói
Art. 44 da Lei 1157/92 - Foi criada a APA (Área de Proteção
Ambiental) das Lagunas e Florestas de Niterói, abrangendo toda
Região Oceânica de Niterói e áreas de Pendotiba.
Contudo, o avanço da especulação imobiliária
e o crescimento desordenado de residências e favelas compromete
a integridade da Lei. A APA não dispõe de zoneamento econômico-ecológico
e plano diretor, o que facilita a destruição do meio ambiente.
Parque da Cidade
Art. 47 da Lei 1157/92 - Institui o Parque da Cidade, no morro da Viração,
em São Francisco. Apesar de sua área ser ínfima,
o local é desprovido de qualquer infra-estrura condizente com suas
necessidades.
Fundo de Conservação
Ambiental
Decreto 6555/93 - Regulamenta o Fundo Municipal de Conservação
Ambiental. Para surpresa, tal fundo nunca foi utilizado. Onde colocaram
o dinheiro ?
Parque Municipal
da Pedra do Cantagalo
Lei 1254/93 - Instituiu área de especial interesse ambiental para
criação do Parque Municipal da Pedra do Cantagalo, parte
integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O Parque ainda
não foi regularizado, não tendo diretor, plano de manejo,
sede e levantamento fundiário. O prazo de regulamentação
expirou há vários anos.
Exploração
de Atividades nas Praias,Lagoas e Rios
Lei 1461/95 - Proíbe uso de embarcações motorizadas
próximas à praia e dentro das lagoas e rios. Na Região
Oceânica a falta de fiscalização compromete a eficiência
da Lei.
Reserva Ecológica
Municipal Darcy Ribeiro
Lei 1566/97 - Criada demagogicamente, a Reserva Ecológica Darcy
Ribeiro é uma superposição da legislação
de uso e ocupação do solo, confundindo-se com o Parque Municipal
da Pedra do Cantagalo e a APA das Lagunas e Florestas de Niterói.
Não dispõe de regulamentação, fiscalização
ou administração.
CONSULTA POPULAR
INDICA QUE 96,9% DOS VOTANTES SÃO CONTRÁRIOS A PRIVATIZAÇÃO
DA ANTIGA GARAGEM DE ÔNIBUS DA CTC
Por Gerhard Sardo*
Consulta Popular provocada
pela Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente
- APEDEMA Regional Leste, realizada nos dias 21, 26 e 28 de setembro,
indica que em um universo de 1.294 participantes, 96,9% dos votantes concordaram
com a proposta de criação de uma área pública
de lazer, cultura e recuperação ambiental na antiga garagem
de ônibus da extinta Companhia Transportes Coletivos - CTC.
A APEDEMA Regional Leste
realizou três consultas populares, sendo a primeira no Campo de
São Bento (21/09) , a segunda no Centro (26/09) e a terceira na
Praia de Icaraí (28/09).
A iniciativa da APEDEMA
Regional Leste surgiu em contrapartida ao projeto de transformar a antiga
garagem de ônibus da extinta CTC em um hipermercado, por considerar
a área, que dispõe de 24 mil metros quadrados, um bem cultural
de relevante valor histórico e arquitetônico e com localização
estratégica para revitalizar os bairros do Centro e de São
Lourenço. A idéia dos ambientalistas é oferecer a
população de Niterói um espaço público
alternativo para estímulo e exposição de artes e
difusão de culturas, com pleno aproveitamento das edificações
e o espaço interior dos galpões para abrigar centros interativos
de referência para teatro, vídeo, cinema, leitura, música,
pintura e desenho. Na proposta formulada pela APEDEMA Regional Leste haveria
ainda o aproveitamento do local para para atividades esportivas e de lazer,
bem como a recuperação ambiental com o plantio de dezenas
de árvores nativas para diminuir a poluição sonora
e do ar e amenizar o clima regional.
Preocupados com a alienação
do imóvel público e a sua inevitável descaracterização
para viabilizar a construção de um hipermercado, a APEDEMA
Regional Leste ofereceu no dia 22 de setembro denúncia ao Ministério
Público Estadual contra a privatização da antiga
garagem de ônibus da extinta CTC. Na representação,
os ambientalistas destacam que o local é tombado pelo decreto municipal
nº 6.595, de 07 de abril de 1993, e está sob proteção
da lei municipal nº 827, de 25 de junho de 1990, impondo ao Conselho
Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural parecer
favorável para qualquer alteração paisagística
no local.
Atendendo a solicitação
da APEDEMA Regional Leste, o promotor de justiça Marcelo Buhatem
instaurou procedimento administrativo para averiguar a lisura do processo
de alienação do patrimônio público tombado
e remeteu às autoridades competentes e partes envolvidas ofício
exigindo esclarecimentos.
Na contramão dos
anseios da população niteroiense, o prefeito Godofredo Pinto
enviou à Câmara Municipal de Niterói mensagem de projeto-de-lei
alterando o Plano Urbanístico Regional - PUR das Praias da Baía
para liberar a construção de um hipermecado na antiga garagem
de ônibus da extinta CTC. O projeto-de-lei sugerido pelo prefeito
já foi aprovado em primeira discussão.
Em protesto a decisão
unilateral do prefeito de Niterói, a APEDEMA Regional Leste está
organizando um ato público para a próxima semana.
AMBIENTALISTAS
FAZEM MANIFESTAÇÃO NA SEDE DO IBAMA-RJ EM DEFESA DAS LAGUNAS
DE NITERÓI
Por Gerhard Sardo*
Indignados
com a suspensão de recursos da Agência Nacional de Águas
- ANA que seriam destinados à recuperação do complexo
lagunar de Piratininga e Itaipu, localizadas na Região Oceânica
do município de Niterói/RJ, jovens ativistas ecológicos
militantes da APEDEMA Regional Leste realizaram manifestação
pública em frente a sede do IBAMA-RJ em protesto a decisão
unilateral do Ministério do Meio Ambiente - MMA. Durante o ato
público, a APEDEMA Regional Leste denunciou a omissão do
IBAMA-RJ no combate a especulação imobiliária e ao
processo de favelização nas margens das lagunas e florestas
de Niterói.
VICE-GOVERNADOR
DO RIO DE JANEIRO APROVA PROPOSTA DE NOVOS LIMITES PARA O PARQUE ESTADUAL
DA SERRA DA TIRIRICA
Por Gerhard Sardo*
O vice-governador e secretário
estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde,
recebeu do ambientalista Gerhard Sardo abaixo-assinado com oito mil trezentos
e vinte e sete signatários reivindicando a aprovação
do perímetro definitivo do Parque Estadual da Serra da Tiririca.
Na ocasião, que reuniu os jovens ativistas ecológicos Carlos
Guimarães, Melina Goulart, Enrico Conti e Hari-om Cavalcante, o
vice-governador manifestou simpatia à proposta, determinando ao
presidente do Instituto Estadual de Florestas – IEF urgência
no encaminhamento administrativo para aprovação da proposta
elaborada pela Comissão Pró-Parque. Curiosamente, a audiência
ocorreu no dia 11 de setembro, data que marcou a história mundial
com o atentado às torres gêmeas do Word Trade Center, em
Nova York, EUA.
Treze mil em
defesa do meio ambiente de Niterói
Por Gerhard Sardo*
Alcançamos número
superior a 13.000 (treze mil) assinaturas em nossos abaixo-assinados.
Lembrando que a ministra do Meio Ambiente, senadora licenciada Marina
Silva, já recebeu em mãos, no último dia 07 de agosto,
a "primeira parte" do abaixo-assinado a favor das lagunas com
2.500 (dois mil e quinhentos) signatários, e no dia 25 de setembro
receberá uma "segunda parte" com mais 1.800 (mil e oitocentas)
assinaturas. E hoje, dia 11 de setembro, o vice-governador e secretário
estadual do Meio Ambiente, Luiz Paulo Conde, receberá em mãos
a totalidade do abaixo-assinado em defesa da Mata Atlântica da Serra
da Tiririca, com mais de 8.300 (oito mil e trezentos) signatários.
Chegamos ao final da primeira fase das campanhas ecológicas pela
aprovação do perímetro definitivo do Parque Estadual
da Serra da Tiririca e da revitalização das lagunas de Piratininga
e Itaipu, em Niterói.
Agora chegou a momento de adentrar à segunda fase, assumindo postura
pública mais agressiva pela proteção do meio ambiente.
Vamos, por exemplo deflagrar a campanha Verde Centro buscando garantir
o espaço do galpão de vistoria do Detran, em Niterói,
enquanto área pública verde para lazer e cultura.
Dentro dessa previsão de ações, é fundamental
a participação de todos os voluntários ambientais
e ativistas comunitários e ecológicos para se obter o sucesso
pretendido.
RECONSTITUIÇÃO
DO CEREJA SÓ DEPEDENDE DE ATO OFICIAL DO SECRETÁRIO DE JUSTIÇA
Por Gerhard Sardo*
Outrora aliado às
demandas do movimento ambientalista, o secretário estadual de Justiça
e Direitos do Cidadão, Sergio Zveiter, têm surpreendido a
opinião pública com o evidente desinteresse em reconstituir
o Centro de Referência de Justiça Ambiental - CEREJA.
Criado com o intuito de atender às demandas da sociedade civil
organizada junto ao Poder Judiciário e Ministério Público
em busca de soluções para os problemas ambientais, o CEREJA
foi "extinto" no "mandato tampão" da então
governadora Benedita da Silva. Com a posse da governadora Rosinha Garotinho,
em 2003, acreditava-se na retomada dos trabalhos iniciados pela gestão
do ex-governador Anthony Garotinho. Infelizmente, o secretário
Sergio Zveiter vêm contrariando dezenas de pedidos de ativistas
ecológicos a até mesmo ignorado deliberação
de indicação enviada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente
- CONAMA reivindicando a retomada do CEREJA. A reconstituição
do CEREJA só depende de vontade política.
Sergio
Zveiter já foi um aliado dos ambientalistas
Relatórios
da 70ª Reunião Ordinária do CONAMA
e 3ª Reunião da Comissão Organizadora da CNMA
Por Gerhard Sardo*
70ª Reunião
Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA (Relatório)
Às 9h30 do dia 07 de agosto de 2003, no auditório subsolo
do bloco "A", Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF,
teve início a 70ª Reunião Ordinária do Conselho
Nacional do Meio Ambiente - CONAMA. A ministra do Meio Ambiente, senadora
licenciada Marina Silva, abriu a sessão dando ênfase a transversalidade
da gestão ambiental em nível federal e sua importância.
Após o discurso de abertura, a ministra do Meio Ambiente passou
a palavra e a coordenação dos trabalhos ao secretário-executivo
do Ministério do Meio Ambiente - MMA, Cláudio Langone, que
fez a apresentação de novos conselheiros e do conteúdo
da Ata da 69ª Reunião Ordinária para discussão
e votação. Em surpreendente momento de "despedida"
da ministra do Meio Ambiente do recinto de debate do CONAMA, uma vez que
participou da reunião pouco mais de 30m, o representante da APEDEMA/RJ
(ONGs da Região Sudeste) entregou à mesma dossiê e
registro fotográfico sobre a situação avançada
de degradação ambiental do sistema lagunar de Piratininga
e Itaipu, em Niterói/RJ, acompanhado de abaixo-assinado com 2.500
signatários solicitando repasse de recursos da Agência Nacional
de Águas - ANA para efetivação da primeira fase de
obras de recuperação das lagunas. Superado o momento de
incertezas pela prematura ausência da ministra do Meio Ambiente
junto aos debates no âmbito do CONAMA, deu-se ao plenário
a oportunidade de informes, onde o representante da APEDEMA/RJ (ONGs da
Região Sudeste) fez o registro das campanhas desenvolvidas pela
APEDEMA Regional Leste para aprovação do perímetro
definitivo do Parque Estadual da Serra da Tiririca e da revitalização
das lagunas de Piratininga e Itaipu, e advertência sobre o risco
de aprovação de emenda constitucional no Estado do Rio de
Janeiro que estabelece a diminuição em 15% do repasse do
royalties do petróleo para o Fundo Estadual de Conservação
Ambiental - FECAM. Utilizando-se da tribuna livre (direito adquirido após
momento de tensão junto ao plenário por decisão premeditada
da "mesa" coordenadora em restringir o número de expositores
em 5 "predestinados"), o representante da APEDEMA/RJ (ONGs da
Região Sudeste) revelou indignação pela ausência
da ministra do Meio Ambiente nas discussões do CONAMA, uma vez
que é a presidente do conselho por determinação legal,
alertando ainda que a história da senadora licenciada "impõe"
maior responsabilidade na tarefa de fortalecer aquele espaço democrático.
Dando continuidade ao discurso, o representante da APEDEMA/RJ (ONGs da
Região Sudeste) relatou a situação de risco ambiental
das lagunas de Piratininga e Itaipu, em Niterói/RJ, e o descaso
das autoridades públicas federais na efetivação de
convênio assinado entre a Agência Nacional de Águas
- ANA e Caixa Econômica Federal - CEF, em 26/12/02, que estabelece
o repasse de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) para a Superintendência
Estadual de Rios e Lagoas - SERLA executar obras de recuperação
e melhorias no ecossistema lagunar niteroiense. Por fim, o representante
da APEDEMA/RJ (ONGs da Região Sudeste) ressaltou a impropriedade
da proposta de emenda constitucional nº 10/2003, do Poder Executivo,
que "altera o inciso I do parágrafo 1º do artigo 263
da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", onde
é pretendida a alteração nos valores de compensação
financeira oriundos dos royalties do petróleo de 20% para 5% em
investimento em programas e projetos do Fundo Estadual de Conservação
Ambiental - FECAM, que poderiam ser investidos na otimização
gerencial e estrutural de órgãos públicos como a
Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA,
a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas - SERLA e o Instituto
Estadual de Florestas - IEF, bem como de parques e reservas florestais
estaduais. Atualmente o FECAM dispõe de R$ 319.623.959,62 (trezentos
e dezenove milhões seiscentos e vinte e três mil novecentos
e cinqüenta e nove reais e sessenta e dois centavos) sem qualquer
destinação para projetos ambientais públicos ou privados
(Fonte Sistema SIFEM). Na apreciação da Ordem do Dia, todos
os processos em análise para votação de proposta
de resolução foram alvo de pedido de vistas. Entre a propostas
de moções, foram aprovadas mensagens à Presidência
da República solicitando a instituição do Dia Nacional
do Cerrado (dia 11 de setembro, em homenagem ao nascimento do ambientalista
Ary Pára-Raios) e do Dia Nacional da Caatinga (dia 28 de abril,
em homenagem ao ambientalista José Vasconcelos Sobrinho). Ao final,
foram apreciados 8 (oito) recursos administrativos para anulação
de multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA,
sendo que 6 (seis) multas foram mantidas e 2 (duas) retornaram para nova
análise. Entre os recursos administrativos constava um da Prefeitura
Municipal de Niterói (Proc. nº 02022.005216/2002-47), que
fora multada em R$ 100.000,00 (cem mil reais) por "promover construção
em solo não edificado sem autorização do órgão
competente" (IBAMA) em Itacoatiara, na Região Oceânica.
O processo, que faz referência a construção de quiosques
sobre a restinga na praia de Itacoatiara, teve parecer do relator para
provimento parcial com base em apresentação de conteúdo
de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC firmado entre as partes interessadas
com o Ministério Público Estadual - MPE. Contudo, foi questionado
pelo representante da APEDEMA/RJ (ONGs da Região Sudeste) por não
haver qualquer indício da aplicação do referido TAC
nas áreas naturais atingidas, impondo, então, ao MMA nova
diligência junto ao MPE sobre a situação atual. Sem
mais a debater, o secretário-executivo do MMA encerrou a reunião
do CONAMA às 14h.
3ª Reunião
da Comissão Organizadora Nacional da Conferência Nacional
do Meio Ambiente - CNMA (Relatório)
Às 10h30 do dia 08 de agosto de 2003, no Edifício da Gerência
Executiva do IBAMA/DF, SAS, Quadra 5, Bloco "H" - sala 606,
Brasília/DF, teve início a 3ª Reunião da Comissão
Organizadora Nacional da Conferência Nacional do Meio Ambiente -
CNMA. Coordenada pela antropóloga Rachel Trajber, a reunião
contou a presença do assessor especial do Ministério do
Meio Ambiente, Nilo Diniz, e dos representantes da Coordenação
Executiva (Eugênio Spengler, Soraia Mello), dos Estados (ABEMA-Governo
do Acre), Municípios (ANAMMA/Elizete Sherring Siqueira), Legislativo
(Comissão de Meio Ambiente/Câmara dos Deputados), CONAMA
(Governo de Santa Catarina/ João Guilherme W. da Cunha e APEDEMA-RJ/Gerhard
Sardo), Sociedade Civil (CNI e CNA), ONG do Setor Ambiental (Fórum
de ONGs e Movimentos Sociais/ Fidelis Paixão) e Populações
Tradicionais (Indígena/COIAB - Escrawem Sompre e Afro-brasileira/embaixadora
Dulce Maria Pereira). Exercitando a pauta pré-estabelecida, foi
ofertado aos participantes informações sobre o andamento
da Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, onde
há confirmação de 26 (vinte e seis) estados federados
e a realização de inúmeros "oficinões"
de capacitação da juventude. Aos dias 6 e 7 de setembro
será realizado em Brasília/DF encontro dos Conselhos da
Juventude para aprimorar conceitos referentes a Desenvolvimento Sustentável.
Dia 30 de setembro serão anunciados os integrantes das delegações
estaduais, cabendo à cada estado federado a missão de garantir
a participação mínima de 5% de escolas inscritas
em rede educacional, atendendo, também, a critérios que
passam por escolas rurais (assentamentos, indígenas, quilombolas
e ribeirinhos) e escolas urbanas (capital e interior, privadas e públicas),
atendendo a diversidade étnica e sexual. Foi anunciando, ainda,
que serão eleitos 8 (oito) delegados natos junto ao Movimento Nacional
de Meninos e Meninas de Rua. Entre os dias 17/08 e 29/09 o Canal Futura
apresentará vídeo-conferência de 10 minutos e vários
interprogramas abordando temas ambientais que serão discutidos
na conferência infanto-juvenil. Às ONGs que firmaram convênio
com o MMA até o dia 15/08, para fomentar a discussão pública
sobre a conferência infanto-juvenil, será repassado auxílio-financeiro
de até R$ 10.000,00 (dez mil reais). Após a primeira exposição,
foi apresentado pelo senhor Eugênio Spengler a situação
e andamento da Conferência Nacional do Meio Ambiente - CNMA (versão
adultos). Segundo o mesmo, estão confirmados 27 (vinte e sete)
estados federados na realização de pré-conferência,
sendo que 8 (oito) realizarão conferência estaduais. Realizarão
pré-conferências: RS, MG, SP, ES, MT, GO, DF, AP, AM, PA,
RR, TO, AL, BA, BA, CE, MA, PB, PE e SE. Realizarão conferências
estaduais com indicações para a conferência nacional:
PR, RJ, MS, SC, AC, RO, PI e RN). No caso da Região Sudeste, estão
confirmados: Espírito Santo-ES, em Vitória, dias 17 e 18
de outubro; São Paulo-SP, em São Paulo (Município),
dias 24, 25 e 26 de outubro; Rio de Janeiro-RJ, no Rio de Janeiro (Município),
de 31 de outubro a 01 de novembro; Minas Gerais-MG, local indefinido,
de 04 a 05 de novembro (data indicativa pelo MMA). Com a inversão
de pauta, foi analisado pelos integrantes da Comissão de Organização
Nacional conteúdo de minuta de portaria MMA que estabelece o Regulamento
Interno da Conferência Nacional do Meio Ambiente - CNMA (ato oficial
base para estabelecer regras para convocação e execução
de conferências estaduais, regionais ou municipais). Seu conteúdo
foi aprovado após intenso debate e alteração de vários
artigos. Será publicado no Diário Oficial da União
- DOU até o final da segunda semana de agosto do corrente. Destacando
que a eleição de um delegado dependerá de 25 (vinte
e cinco) pessoas inscritas e participantes de cada conferência,
sendo que à cada estado federado competirá a eleição
de no mínimo 8 (oito) e no máximo 50 (cinqüenta) delegados
para participar da Conferência Nacional do Meio Ambiente - CNMA.
O site www.mma.gov.br/conferencianacional está no ar para esclarecer
dúvidas. Ao final foi apresentado o documento- base das pré-conferências
estaduais e ofícios de solicitação de inclusão
da Associação Brasileira do Ministério Público
do Meio Ambiente - ABRAMPA e do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera
da Mata Atlântica - CNRBMA à Comissão de Organização
Nacional da CNMA. A apresentação da metodologia das pré-conferências
nos estados federados será realizada na 4º Reunião,
prevista para o dia 19 de agosto, em Brasília/DF.
Estes são os relatórios.
Niterói/RJ, 10/08/03.
CAMPANHAS ECOLÓGICAS
EM NITERÓI
APEDEMA REGIONAL
LESTE VAI ÀS RUAS
EM DEFESA DA SERRA DA TIRIRICA, LAGUNAS DE PIRATININGA E ITAIPU E ANTIGO
ABRIGO DE BONDES.
Por Gerhard Sardo*
Dando prosseguimento às
campanhas ecológicas Limites Definitivos Já (pela aprovação
da proposta de perímetro definitivo para o Parque Estadual da Serra
da Tiririca), Revitalização Já (pela liberação
de recursos do Governo Federal para recuperação ambiental
das lagunas de Piratininga e Itaipu) e Verde Centro (pela tranformação
do galpão de vistoria do Detran - antigo Abrigo de Bondes - em
uma área pública de esporte, lazer, cultura e recuperação
ambiental), a APEDEMA Regional Leste realizará no próximo
final de semana dois atos públicos.
No dia 26, sábado,
a partir de 10h, a ação dos ambientalistas acontecerá
na praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói.
No domingo, dia 27, será a vez do bairro de Icaraí, sendo
que de 9h às 14h as atividades serão realizadas no Campo
de São Bento, junto ao portão de entrada da rua Gavião
Peixoto, e de 15h às 17h a atividade de conscientização
da população ocorrerá na praia de Icaraí,
em frente a rua Otávio Carneiro.
Durante as ações
de rua, militantes da APEDEMA Regional Leste distribuirão panfletos
explicativos e cartazes e coleta de apoio aos abaixo-assinados que serão
entregues à governadora Rosinha Garotinho e a ministra do Meio
Ambiente Marina Silva. No evento haverá exposição
de dois painéis demontrativos sobre a atual situação
do Parque Estadual da Serra da Tiririca e das lagunas de Piratininga e
Itaipu e consulta pública sobre o futuro do antigo Abrigo de Bondes.
No último final de semana, em atividade realizada no Campo de São
Bento, em Icaraí, a APEDEMA Regional Leste obteve a adesão
de mais de dois mil signatários aos abaixo-assinados. O objetivo
é alcançar número superior a dez mil signatários
niteroienses.
No início de agosto, a APEDEMA Regional Leste entregará
em mãos da ministra Marina Silva dossiê sobre a situação
de degradação ambiental das lagunas de Piratininga e Itaipu.
* Gerhard Sardo é ambientalista, jornalista, pós-graduado
em Analise e Avaliação Ambiental, representante da APEDEMA/RJ
(ONGs da Região Sudeste) no Conselho Nacional do Meio Ambiente
- CONAMA e representante do CONAMA na Comissão de Organização
Nacional da Conferência Nacional do Meio Ambiente - CNMA. Tel.(21)
2722-6020 / Cel.(21) 9999-4953 / E-mail: gerhard.sardo@ig.com.br
Comentários
sobre" Associações de pequenos produtores podem lucrar
com seqüestro de carbono "
Associações
de pequenos produtores podem lucrar com seqüestro de carbono
ESPECIAIS - terça-feira, 29 de julho de 2003 15:48 by André
Luís Alves
O pesquisador de economia
ambiental da USP, Marcelo Rocha, tem uma visão bem interessante
sobre o mercado em formação dos Mecanismos de Desenvolvimento
Limpo [MDL], sobretudo em relação ao seqüestro de carbono.
Ele foi um dos palestrantes do Seminário de Negócios Sustentáveis,
realizado durante a II Expoambiente Amazônia de Alta Floresta, nos
dias 25 e 26 de julho.
Rocha afirma que a comercialização de carbono não
é um mercado meramente especulativo e refuta o connceito de poluidor-pagador.
“Do ponto vista ambiental está ocorrendo a retirada do carbono
da atmosfera. Onde está se fazendo, quem e a que custo é
que é a flexibilidade do mecanismo. E com isso não se está
permitindo que aquela empresa polua mais. Na verdade está se fazendo
uma coisa para a empresa mas que traz resultados também para o
meio ambiente”, corrige.
Na entrevista a seguir, o pesquisador afirma que as grandes empresas transnacionais
tem mais chances no investimento em projetos de reflorestamento para a
fixação do carbono. Contudo, ele aposta que associações
de pequenos produtores, aliadas às organizações não-governamentais,
têm a grande possibilidade de lucrar com projetos de seqüestro
de carbono de forma indireta, com projetos de sistemas agroflorestais,
cuja captação de carbono seria um dos componentes. “Se
o carbono pode ajudar a fazer isso, então ótimo, vamos procurar
os pequenos proprietários rurais para fazer o reflorestamento”.
A
Rede de Informações para o Terceiro Setor traz nesta semana
as seguintes novidades:
Pacto sem dor
No dia 26 de junho foi assinado
o Protocolo de Combate à Tortura, que reafirma o Pacto Nacional
Contra a Tortura, firmado em 2000. Na ocasião, ONGs também
assinaram o documento, que prevê a participação da
sociedade civil organizada na luta contra este tipo de crime. As organizações
já se mostram prontas para colaborar, com atividades de capacitação,
monitoramento, sensibilização e outras ações
que façam a sociedade despertar para o tema. E avisam: só
é possível promover mudanças com o efetivo comprometimento
do Estado.
http://rets.rits.org.br/Exclusivo
"A participação da sociedade civil está
muito renegada"
Olinca Marino, da organização
mexicana La Neta, ponto focal do Caucus da América Latina e do
Caribe, faz críticas ao processo preparatório da Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação e destaca a importância
- ainda não percebida por boa parte dos cidadãos - das discussões
que serão travadas em torno do uso das tecnologias de informação
e comunicação e sua influência no dia-a-dia.
http://rets.rits.org.br/Entrevista
Por uma oportunidade
para o futuro
Dez anos depois da Chacina da Candelária, a Rede Rio Criança
relembra o episódio em que oito meninos que dormiam nas ruas da
capital carioca foram mortos a tiros durante a noite. Neste manifesto,
as entidades da Rede afirmam que pouca coisa mudou desde o crime e que
uma relação perversa é sustentada atualmente: "a
idéia que relaciona as crianças abandonadas com a violência
que parece assolar a cidade se constitui na base da reprodução
da violência socialmente aceita contra essas crianças".
http://rets.rits.org.br/EmDestaque
Armas: falsa proteção
e escalada da violência
O presidente do Instituto São Paulo contra a Violência, Eduardo
Capobianco, escreve sobre um tema que tem dominado as pautas da grande
mídia e do Congresso Nacional nos últimos dias: a necessidade
de se aprovarem leis mais rígidas para o controle das armas de
fogo, principalmente as de pequeno porte. A expressão mais concreta
disso é o Estatuto do Desarmamento, que foi aprovado no Senado
e agora vai ser analisado na Câmara dos Deputados. "Entre as
numerosas ações necessárias para reduzir a violência
no país está a adoção urgente de medidas eficazes
para coibir o porte de armas, que deve ser permitido em casos muito especiais",
diz Capobianco.
http://rets.rits.org.br/PontoDeVista
Mais recursos para
o combate à Aids
As organizações que lutam contra a Aids poderão receber
R$ 10 milhões do total de uma verba de R$ 100 milhões provenientes
da Política de Incentivo Fundo a Fundo do Ministério da
Saúde. Os recursos serão distribuídos entre municípios
e estados com maior incidência de casos, e o repasse para as ONGs
será feito pelas secretarias estaduais de saúde. O objetivo
é descentralizar os recursos e aumentar ainda mais a participação
da sociedade civil no combate e prevenção à doença.
http://rets.rits.org.br/Servico
Consumo de responsabilidade
O Idec está elaborando uma metodologia de avaliação
de responsabilidade social de empresas. O diferencial é o foco
no relacionamento das companhias com o consumidor. O projeto está
sendo apoiado pela Consumentenbond, organização holandesa
com mais de 600 mil filiados que faz trabalho semelhante em seu país.
Até o fim do ano serão distribuídos questionários
para empresas atuantes nos dois países, a fim de perceber as diferenças
de postura. O Idec também vai desenvolver um índice a partir
da avaliação de como as companhias lidam com questões
ambientais, trabalhistas, comunitárias e, principalmente, de que
forma se relacionam com quem compra seus produtos. As informações
serão atualizadas constantemente no site do Idec.
http://rets.rits.org.br/Novidade
Cecria: 10 anos
em prol da infância e da adolescência
Com dez anos de luta pela garantia dos direitos previstos no ECA, o Cecria
reforça as ações no enfrentamento da exploração
e do abuso sexual contra crianças e adolescentes. A instituição
elabora pesquisas, organiza eventos de mobilização e articulação
da sociedade civil e desenvolve diversos projetos em parceria com órgãos
públicos e outras entidades. Uma de suas principais iniciativas,
o Banco de Dados sobre Exploração e Abuso Sexual de Crianças
e Adolescentes no Brasil está em processo de descentralização
e será gerenciada por outras organizações do país.
http://rets.rits.org.br/Projeto
TNC seleciona para
duas vagas em Curitiba
A The Nature Conservancy (TNC) está selecionando profissionais
para duas vagas: uma para a coordenação de desenvolvimento
institucional e outra para a coordenação de florestas e
ação climática, ambas no escritório de Curitiba
(PR). Os currículos devem ser enviados até o dia 7 de agosto.
http://rets.rits.org.br/Oportunidades
Reserva de Mamirauá
seleciona novos projetos de pesquisa
Localizado na cidade de Tefé (AM), o Instituto de Desenvolvimento
Sustentável de Mamirauá está com inscrições
abertas para novos projetos de pesquisas. A entidade vai financiar grupos
de pesquisadores que pretendam investigar o ecossistema amazônico.
As candidaturas podem ser enviadas até o dia 15 de agosto e as
propostas selecionadas vão receber até R$ 30 mil.
http://rets.rits.org.br/Acontece
I Fórum
Social Brasileiro
Belo Horizonte vai sediar, entre os dias 6 e 9 de novembro, o I Fórum
Social Brasileiro (FSB), que pretende ser um espaço político
democrático e plural da sociedade civil organizada para discutir
questões sociais, econômicas e culturais do Brasil e para
um posicionamento contra o neoliberalismo.
http://rets.rits.org.br/Eventos
Recomposição
de Áreas Degradadas
A Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros
(APREC) realiza no dia 30 de agosto o II Curso sobre Recomposição
de Áreas Degradadas: uma experiência de voluntariado na laguna
de Itaipu, Niterói". O valor do investimento é de R$
20, e há 25 vagas.
http://rets.rits.org.br/Cursos
Cordialmente,
Graciela Baroni Selaimen
Editora Rets
Maria Eduarda Mattar
Editora Rets
|