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Histórico e Projetos
A APREC - Associação
de Proteção a Ecossistemas Costeiros, é uma organização
ambientalista, sem fins lucrativos, cujos objetivos estatutários
são: a proteção da fauna e da flora dos ecossistemas
costeiros; praias; costões rochosos; estuários; manguezais;
lagoas; lagunas e da mata atlântica. Promove o intercâmbio
técnico - científico e cultural com outras instituições
de proteção ambiental, universidades, empresas e comunidades,
participando ou organizando ações de proteção/desenvolvimento
ambiental e desenvolvendo pesquisas aplicadas para a utilização
racional e sustentável do meio ambiente.
Fundada em 1992, a APREC Ecossistemas Costeiros possui cerca de 1.300
(hum mil e trezentos) associados e/ou voluntários participantes,
interagindo com diversas Instituições/ ONG’s/ Universidades,
de acordo com as áreas temáticas envolvidas em suas ações.
A APREC vem atuando em defesa
da APA - Área de Proteção Ambiental do Sistema Costeiro
Itaipu - Piratininga, desenvolvendo atualmente o projeto Manguezais de
Niterói, complementar ao Programa de Recuperação
dos Manguezais da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara,
com apoio do IBAMA. Realiza ações e projetos para reflorestamento
de espécies nativas em Mata Atlântica, como o projeto Bromélias,
facilitadoras da biodiversidade, projetos de Ecoturismo, turismo ecológico
- cultural, além de ter desenvolvido em 1994 o projeto CULTIMAR,
estudos e cultivos de organismos marinhos, e parcerias em projetos nacionais
e internacionais. A APREC instituiu o Serviço Voluntário
para Ações Ecológicas, que vem coordenando ações
e projetos para estudo e dimensionamento da capacidade de suporte, da
resiliência, de preservação e do desenvolvimento econômico
– ecológico dos ecossistemas.
O Centro de Ensino Interdisciplinar
desenvolve os projetos Telecurso Comunidade, Informática Popular
e Alfabetização de Adultos, integrados ao CEI - APREC, contando
com a parceria de cidadãos e empresários, os quais ajudaram
na construção da sala de aulas, no fornecimento das carteiras
escolares, alimentação e transporte para os Agentes da Cidadania,
como são chamados os jovens que lá estudam. Ocupa lugar
na Comissão Pró - Parque Estadual da Serra da Tiririca,
é filiada a APEDEMA/RJ - Assembléia Permanente das Entidades
de Defesa do Meio Ambiente, ao CEREJA Centro de Justiça Ambiental,
a Rede de ONG's da Mata Atlântica e ao CNEA - Cadastro Nacional
das Entidades Ambientalistas do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente,
dentre outras representações. Por todo esse trabalho, foi
declarada de utilidade pública por lei municipal e estadual.
Conta com uma equipe de colaboradores diretos e indiretos, todos voluntários,
composta por doutores, mestres, graduandos e cidadãos das comunidades,
dos diversos ramos do conhecimento humano, com ênfase em ecossistemas
costeiros. Seu quadro diretor é composto por um mestre em Ciência
Ambiental, uma Economista, uma bacharela em Arquivologia, uma Publicitária
e Psicóloga, uma acadêmica de Medicina, uma graduanda em
Comunicação Social e lideranças comunitárias,
contando ainda com a colaboração de Ecólogos, Oceanógrafos,
Biólogos Marinhos, Engenheiros Florestais, Sociólogos e
outros profissionais das Ciências Naturais e Sociais.
Em 1998 foram realizadas
as primeiras experiências de Serviço Civil Voluntário
no estado do Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A Estação
Futuro Betinho da APREC Ecossistemas Costeiros foi batizada com o nome
do Herbert de Souza, o querido e saudoso Betinho, sociólogo e incansável
guerreiro na defesa da cidadania e um dos fundadores da ONG VIVA RIO,
coordenadores do projeto juntamente com a Secretaria dos Direitos Humanos,
a Secretaria do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro e o FAT - Fundo de
Amparo ao Trabalhador. Neste mesmo ano foram iniciadas as de plantio das
primeiras mudas de Laguncularia racemosa, visando o reflorestamento dos
manguezais da laguna de Itaipu, Niterói, RJ, para compor uma faixa
natural de proteção aos constantes aterros da laguna..No
final do ano 2000, a APREC, juntamente com outras cinco ONG’s, foi
recrutada para realizar o reflorestamento de manguezais da bacia hidrográfica
da baía de Guanabara, sendo responsável pelo reflorestamento
de 3 hectare da laguna de Itaipu, com aproximadamente 20.000 mudas de
espécies nativas de manguezais. Compôs -se assim uma grande
equipe de voluntários e parcerias, unindo ONG’s a pescadores
artesanais, membros da comunidade local e cidadãos de outras regiões
do estado, que ao longo do primeiro ano de esperanças de uma melhor
relação com o meio ambiente, realizou o reflorestamento
previsto superando suas metas. A APREC editou um CD-ROM sobre o trabalho
realizado, organizando-se para dar continuidade ao projeto através
do monitoramento e seleção de novas áreas. Em paralelo
a todo este trabalho, a APREC Ecossistemas Costeiros contribui para realização
de estudos no cenário de referência do projeto Manguezais
de Niterói, a exemplo de pesquisa para mestrado em Ciência
Ambiental, sobre o valor de existência daquele ecossistema costeiro
tropical, projetos para doutorado, a exemplo daquele sobre o valor do
seqüestro de carbono nas áreas de manguezais reflorestadas,
bem como diversos trabalhos científicos, acadêmicos e escolares
realizados com o auxílio da APREC Ecossistemas Costeiros a Escolas
públicas e privadas e Universidades.
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